pt | eng
T. +351 96 706 7625 | mail@hereditas.pt

A Vinha


O Alentejo é uma região com uma longa tradição histórica na cultura da vinha, que remonta ao tempo dos Romanos.

Situadas nesta famosa região, as vinhas que dão origem ao vinho Hereditas contam actualmente com 14 ha plantados no sopé da Serra de Sousel, a norte de Estremoz.



As castas


Entre as inúmeras castas que se encontram plantadas no Alentejo, quer castas autóctones quer também de origem francesa, elegeram-se para os tintos as Aragonês, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Syrah.

Relativamente às castas brancas, todas elas são tradicionalmente alentejanas: Arinto, Roupeiro, Antão Vaz e Fernão Pires.



O “Terroir”


A qualidade dos nossos vinhos deve-se às variedades utilizadas mas também a uma combinação natural excepcional dos elementos geológicos e climáticos: o “Terroir”.



Elementos geológicos:


Os tipos de solo dominantes são os solos mediterrânicos pardos e vermelhos de xistos. São caracterizados por apresentarem côr castanha ou vermelha, com textura argilo-limosa, pH próximo de 6.0 e teor de matéria orgânica de 1.5%. Os horizontes superficiais, friáveis, encontram a 70-80cm de profundidade a transição para o seu material originário: xistos ou grauvaques.



Elementos climáticos:


Sendo Portugal caracterizado por um clima mediterrânico, por vezes com uma acentuada continentalidade, o Alentejo encontra-se numa variante particular do clima mediterrânico, com o Verão muito quente e seco, chuvas muito concentradas na estação fria e algumas geadas irregulares.

Num Alentejo predominantemente plano, a nossa vinha encontra-se muito próxima da Serra de Ossa (649m de altitude) sob influência do microclima por ela originado. Este microclima é caracterizado sobretudo por uma precipitação média ligeiramente superior às outras regiões localizadas mais a Sul , bastante importante no nosso tipo de clima e por alguns nevoeiros e neblinas matinais que por vezes surgem durante a fase de maturação da uva, bastantes favoráveis, que permitem manter a vinha “activa” e beneficiar a maturação natural das uvas conseguindo alcançar o seu estado óptimo.

Aqui a precipitação média anual é de 650mm e a insolação total ano de aproximadamente 3000 horas. As temperaturas durante o Verão podem atingir 40ºC ou mais.



Os trabalhos na vinha


A vinha separada fisicamente em três parcelas, Cardeais, Amarelos e Ribeira, encontram-se orientadas a Norte-Sul com um compasso de 2,50m x 1,10m (3636 plantas/ha), é conduzida em cordão bilateral. Embora sujeita ao clima severamente quente e seco durante o Verão, a vinha não é regada. É uma opção em favor da qualidade. A ripagem, anterior à plantação, foi bastante profunda para descompactar o sub-solo que por vezes surge rochoso, permitindo o posterior desenvolvimento radicular em profundidade por forma a encontrar a água vital armazenada no subsolo. Além deste aspecto, outras técnicas culturais como a mobilização da entre-linha durante a Primavera e início do Verão são imprescindíveis à manutenção da humidade no subsolo e permitem que os 650mm de pluviosidade anual, concentrada entre Outubro e Abril, sejam suficientes. As plantas evidenciam normalmente na fase de maturação dos cachos algum stress hídrico moderado muito favorável à concentração e consequentemente à qualidade dos mostos obtidos.


Durante o ciclo vegetativo, entre os diversos trabalhos na vinha, na sua maioria trabalhos manuais, a poda, poda verde e monda de cachos assumem grande importância no equilíbrio e longevidade das videiras assim como no processo de maturação fisiológica das uvas. Normalmente, a monda de cachos efectuada nas nossas vinhas tem como objectivo deixar normalmente 6 a 8 cachos por planta dependendo naturalmente da dimensão dos cachos das diferentes castas. A produção geralmente não ultrapassa as 5-6ton/ha.


A vinha encontra-se no sistema de “Produção Integrada” em que os tratamentos fitossanitários se limitam à utilização de fitofármacos amigos do ambiente. Nas nossas condições climáticas o número de tratamentos por campanha é reduzido. As condições favoráveis ao míldio surgem somente durante o início da Primavera enquanto o oídio aparece entre a floração e o início do pintor. Relativamente às pragas, apenas a cicadela verde teima em aparecer todos os anos a partir do início do Verão. Não efectuamos tratamentos contra a botrytis, poderemos eventualmente fazer uma simples desfolha em alguma zona mais sensível como forma de prevenção a este fungo. À vindima os cachos apresentam-se completamente saudáveis.



Calendarização dos trabalhos da vinha:

- A poda é efectuada entre Dezembro e final de Fevereiro, deixando 6 a 8 talões por cepa e 2 gomos por talão

- Em Fevereiro monda na linha

- De Fevereiro a Julho mobilização da entre-linha

- De início de Março (início do abrolhamento) até meados de Julho (início do pintor) ocorrem os tratamentos fitossanitários

- Poda verde em Abril e Maio

- Monda de cachos em meados de Julho

- Vindima a partir do fim de Agosto e durante Setembro.